quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Um homem inteligente falando das mulheres

Atendendo a um pedido irrecusável de uma leitora assídua para publicar esse texto ... e confessando uma pequena restrição ao autor ... Lá vai!

"O desrespeito à natureza tem afetado a sobrevivência de vários seres e entre os mais ameaçados está a fêmea da espécie humana. Tenho apenas um exemplar em casa,que mantenho com muito zelo e dedicação, mas na verdade acredito que é ela quem me mantém. Portanto, por uma questão de auto-sobrevivência, lanço a campanha 'Salvem as Mulheres!' Tomem aqui os meus poucos conhecimentos em fisiologia da feminilidade a fim de que preservemos os raros e preciosos exemplares que ainda restam:
Mulher não pode ser mantida em cativeiro. Se for engaiolada, fugirá ou morrerá por dentro. Não há corrente que as prenda e as que se submetem à jaula perdem o seu DNA. Você jamais terá a posse de uma mulher, o que vai prendê-la a você é uma linha frágil que precisa ser reforçada diariamente.
Ninguém vive de vento. Mulher vive de carinho. Dê-lhe em abundância. É coisa de homem, sim, e se ela não receber de você vai pegar de outro. Beijos matinais e um 'eu te amo’ no café da manhã as mantém viçosas e perfumadas durante todo o dia. Um abraço diário é como a água para as samambaias. Não a deixe desidratar. Pelo menos uma vez por mês é necessário, senão obrigatório, servir um prato especial.
Flores. Também fazem parte de seu cardápio – mulher que não recebe flores murcha rapidamente e adquire traços masculinos como rispidez e brutalidade.
Respeite a natureza. Você não suporta TPM? Case-se com um homem. Mulheres menstruam, choram por nada, gostam de falar do próprio dia, discutir a relação? Se quiser viver com uma mulher, prepare-se para isso.
Não tolha a sua vaidade. É da mulher hidratar as mechas, pintar as unhas, passar batom, gastar o dia inteiro no salão de beleza, colecionar brincos, comprar muitos sapatos, ficar horas escolhendo roupas no shopping. Entenda tudo isso e apoie.
Cérebro feminino não é um mito. Por insegurança, a maioria dos homens prefere não acreditar na existência do cérebro feminino. Por isso, procuram aquelas que fingem não possuí-lo (e algumas realmente o aposentaram!). Então, aguente mais essa: mulher sem cérebro não é mulher, mas um mero objeto de decoração. Se você se cansou de colecionar bibelôs, tente se relacionar com uma mulher. Algumas vão lhe mostrar que têm mais massa cinzenta do que você. Não fuja dessas, aprenda com elas e cresça. E não se preocupe, ao contrário do que ocorre com os homens, a inteligência não funciona como repelente para as mulheres.
Não faça sombra sobre ela. Se você quiser ser um grande homem tenha uma mulher ao seu lado, nunca atrás. Assim, quando ela brilhar, você vai pegar um bronzeado. Porém, se ela estiver atrás, você vai levar um pé-na-bunda.
Aceite: mulheres também têm luz própria e não dependem de nós para brilhar. O homem sábio alimenta os potenciais da parceira e os utiliza para motivar os próprios. Ele sabe que, preservando e cultivando a mulher, ele estará salvando a si mesmo.
E, meu amigo, se você acha que mulher é caro demais, vire gay.
Só tem mulher quem pode!"

Luiz Fernando Veríssimo

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Amigos, obrigada!

Pela segunda vez vou postar sobre a importância dos amigos. É impressionante como eles estão sempre lá, sempre a postos! Por vezes eu penso que  a amizade é quase que uma providência divina. Porque quando você pensa que naquele momento não vai ter ninguém, é que surgem um, dois ou três. Tantos quantos forem necessários para sua alegria ou para sua tristeza.
Em tempo, quero agradecer a todos os meus amigos - os antigos e os novos - por sempre atenderem ao chamado, mesmo que eu não os tenha feito, o que os torna incríveis. E até mesmo sem eu estar presente sempre que precisam, eu sei.
Estaremos juntos sempre! E para quem me conhece bem, sabe que o meu "sempre" vai além desse tempinho que passamos por aqui.
São laços eternos.
Muito obrigada!

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

Caveira contra o sistema!

Peço licença ao terceiro capítulo de "A Senhorita e o Inocente" para um desabafo pós Tropa de Elite 2. O filme não retrata nenhuma novidade - pelo menos para os cariocas - mas não deixa de ser impressionante ver a realidade resumida nesse trabalho brilhante. O melhor de tudo é ver todos os personangens desse circo de horror muito bem representados - e não faltou "homenagear" ninguém, viu? Todos os aspectos da corrupção e figuras que traduzem muito bem essa prática estão lá, com suas posições claramente definidas. É de se indignar, de se envergonhar e de se perguntar como conseguimos conviver com esse poder paralelo. Qual é a força que nos imobiliza de ir para as ruas, de protestar, de explodir esse sistema imundo? Povo inerte! É a força de um boné, uma camisa, um churrasco, um pagode e uma dentadura que paraliza a massa ignorante. É a força da covardia! É a força da bolsa isso e bolsa aquilo. O povo não percebe a humilhação que é submetido; o povo é manipulado. Em época de eleições é de se indignar ainda mais. E sorte de "alguns" o filme não ter tido sua estréia antes das eleições. Infelizmente, a corrupção está impregnada em nosso DNA, trazida por Portugal, mas já não era hora de lutarmos? Não era hora de buscarmos maior consciência política?  Nosso governo é uma vergonha - de A a Z!  A máquina pública é manipulada em benefício de uma minoria corrupta e assassina. Somos lesados a cada segundo, seja financeiramente, moralmente e até fisicamente. Bom seria se tivéssemos um "BOPE" contra o sistema que perseguisse um a um, sem pena. Sim, esse  é o meu desejo: consciência política - já que na nossa "democracia" somos obrigados a votar nesses abutres, povo nas ruas - brigando pelos seus direitos e caveira contra o sistema - colocando os vermes políticos na cadeia!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Um brinde a mim!

Hoje é o meu aniversário, e preciso brindar a mim mesma! Pelo tanto que eu me amo e me respeito. Por ser quem eu sou e fazer as coisas do jeito que faço. Pelas minhas vitórias e por ter procurado aprender com as derrotas. Por levantar sempre que caio e dizer: eu quase caí! Por acordar pela manhã com o maior amor do mundo e por ser otimista. Por ver o lado bom das pessoas. Por me permitir errar mas cobrar por erros novos.  Por querer aprender sempre. Por assistir desenhos animados aos sábados pela manhã. Por tomar um cálice de vinho às noites, pensando sobre o dia. Por ter mergulhado fundo em tudo que fiz e precisei saber. Por ter superado momentos difícies, sem desespero. Pela minha imensa força e coragem. Pelo amor que tenho pela minha família e pelos meus amigos. Por me deixar ser um instrumento do bem. Por morar em São Paulo e ficar louca nos finais de semana que não vou ao Rio (risos). Por ir à academia, por estudar. Por postar no blog que vou viver intensamente e dormir às 21h de sábado! Por ser leonina e ter a audácia de fazer um brinde a mim mesma! Por me esforçar em ouvir mais do que falar. Quero brindar até o meu lado chato, mesmo ele sendo muito chato! Brindar o hoje, o agora... E quero agradecer também: ao universo, à família e a todos que fazem parte da minha vida e de alguma forma ajudam ou ajudaram a construir a minha estória. Especialmente, agradeço aos meus sobrinhos Maroca e Pinguinho por serem hoje a maior inspiração da minha vida. Enfim, parabéns para mim!

sábado, 19 de junho de 2010

Um pouco de amor líquido

"Em nosso mundo de furiosa individualização, os relacionamentos são bênçãos ambíguas. Oscilam entre o sonho e o pesadelo, e não há como determinar quando um se transforma no outro. Na maior parte do tempo, esses dois avatares coabitam - embora em diferentes níveis de consciência. No líquido cenário da vida moderna, os relacionamentos talvez sejam os representantes mais comuns, agudos, perturbadores e profundamente sentidos da ambivalência. É por isso, podemos garantir, que se encontram tão firmemente no cerne das atenções dos modernos e líquidos indivíduos-por-decreto, e no topo de sua agenda existencial.
Relacionamento é o assunto mais quente do momento, e aparentemente o único jogo que vale a pena, apesar de seus óbvios riscos. Alguns sociólogos, acostumados a compor teorias a partir de questionários, estatísticas e crenças baseadas no senso comum, apressam-se em concluir que os contemporâneos estão totalmente abertos a amizades, laços, convívio, comunidade. De fato, contudo, hoje em dia as atenções humanas tendem a se concentrar nas satisfações que esperamos obter das relações precisamente porque, de alguma forma, estas não têm sido consideradas plena e verdadeiramente satisfatórias. E, se satisfazem, o preço disso tem sido com freqüência considerado excessivo e inaceitável. Em seu famoso experimento, Miller e Dollard viram seus ratos de laboratório atingirem o auge da excitação e da agitação quando a atração se igualou à repulsão - ou seja, quando a ameaça do choque elétrico e a promessa de comida saborosa finalmente atingiram o equilíbrio... "
Esse é um trecho do livro Amor Líquido - sobre a fragilidade dos laços humanos - de Bauman. Pensei em editar algumas frases, ajustando-as às minhas concepções, mas seria quase injusto não compartilhá-lho na íntegra com vocês. Leiam e reflitam. É espetacular!

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Pessoas dissimuladas

Vários eventos se passaram e eu continuei sem inspiração para escrever. E ainda estou. Mas preciso desabafar novamente sobre as pessoas. Poucas coisas me surpreendem, mas quando isso acontece, sempre parte de uma atitude inesperada de alguém que não deu nenhum sinal de capacidade para tal absurdo. Ja ouviu o ditado: "coração dos outros é terra que ninguém pisa"? Pois é, e ninguém pisa mesmo! As pessoas estão cada vez mais dissimuladas, cada vez mais loucas, cada vez mais sem coração. Falta fé, sobra o fundo do poço. Você abre uma revista ou liga a TV e é só isso que se vê: atitudes dissimuladas dos nossos irmãos. E muitas vezes esses irmãos são pessoas do nosso convívio, que nem sabem mais quem são, e muito menos a que vieram. É triste! Proponho que todos revejam suas rotinas, que tenham certeza de que estejam sendo quem realmente são. Que revisitem a fé, que se mantenham fortes, quem plantem o bem e que ajudem ao próximo - quanto mais próximo ele estiver. Sempre...

sexta-feira, 28 de maio de 2010

O Joe Bennett de Lipstick Jungle

Lipstick Jungle é uma divertida comédia dramática, que segue a vida de três amigas quarentonas da alta sociedade e seus problemas profissionais e pessoais. Com muito humor, essas modernas mulheres se apóiam nos triunfos e nas lágrimas para vencer na Big Apple americana. A série conta a história de Nico Reilly (Kim Raver), uma editora-chefe da revista de moda "Bonfire Magazine" que precisa lidar com problemas no casamento, Wendy Healy (Brooke Shields), uma executiva cinematográfica que vê que seus esforços parecem não ser suficientes para conciliar carreira e família, e Victory Ford (Lindsay Price), uma designer que quer realizar seus sonhos e, talvez, encontrar o cara certo para namorar.
Joe Bennett é um dos personagens incríveis da série. Trata-se de um homem que não mede esforços para conquistar a Victory. Tudo bem que o fato dele ser um milionário ajuda nas loucuras que faz, mas, essencialmente, o que o torna admirável é o fato de pensar nela como uma princesa e fazer de tudo para confortá-la e assistí-la em todos os momentos. Ele tem programações de entretenimento incríveis para os dois, e um excelente senso de humor. É um homem que faz o seu papel e não espera que a mulher resolva tudo sozinha. Talvez seja até um pouco machista, mas diante da segurança que ele transmite, tudo se equilibra. Não dá para dizer que é perfeito, mas certamente, trata-se de boa parte do sonho dourado de muitas mulheres, no que diz respeito ao homem ideal.
Vale a pena conferir, mas mantenham os pés no chão. Homens modelo Joe Bennett não existem no mundo real.